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10 coisas que não deve dizer ao seu filho!

10 coisas n dizerUma investigação conduzida por Shelly Birger Phillips revelou que algumas das frases mais utilizadas pelos pais, aparentemente, consideradas positivas, são na realidade bastante "prejudiciais".
Os pais são um exemplo para os filhos e as suas atitudes podem ter um impacto positivo ou negativo na formação da personalidade e identidade social da criança. Neste sentido, Shelly Phillips apresenta as 10 frases que não se devem dizer às crianças, bem como as alternativas possíveis para a substituição das mesmas. São elas:

 

#1 "Bom trabalho"
O grande problema desta afirmação reside no facto de ser dita, frequentemente, às crianças, mesmo quando estas realizam uma tarefa bastante simples. Esta atitude, por parte dos pais, leva a criança a crer que tudo o que faz, independentemente de se ter esforçado ou não, é sempre um "Bom trabalho".
Shelly considera que se deve utilizar "Esforçaste-te bastante...!" em alternativa à frase "Bom trabalho". Os pais ao concentrarem-se no esforço da criança, estão-lhe a incutir a ideia de que o esforço é mais importante que o resultado final. Assim, as crianças tornam-se mais persistentes, especialmente, quando estão perante tarefas de difícil execução e passam a encarar o fracasso como apenas mais um passo para a aquisição do sucesso.


#2 "Bom menino (ou menina)"
Esta declaração, que é dita com boas intenções, na realidade tem efeito oposto ao esperado. A maioria dos pais utiliza esta expressão como forma de aumentar a autoestima da criança.

No entanto, as crianças ao ouvirem ""Boa menina!/Bom menino!", após a realização de uma tarefa que lhes foi solicitada, assumem que são apenas "bons" porque fizeram o que lhes foi pedido. Esta atitude, por parte dos pais, configura um cenário no qual as crianças podem ficar com medo de perder o seu "rótulo" de "Bom menino!/Boa menina!" e a sua motivação para colaborar, nas tarefas que lhes são solicitadas, passa apenas pela obtenção do feedback positivo, ao qual estão acostumadas.
Em vez disso, os pais devem dizer "Aprecio o facto de nos ajudares nas tarefas!". Ao mencionar esta frase, os pais dão às crianças a informação real do que esperavam delas e, assim, estas percebem o impacto do seu comportamento.
Em algumas situações os pais devem deixar os sentimentos "de parte" e dizer, como por exemplo, quando veem o seu filho partilhar um brinquedo, "Emprestas-te o brinquedo ao teu amigo". Este tipo de comentário permite que a criança decida por si própria se o ato de partilhar é "bom ou não", deixando-a assim escolher "a repetição ou não repetição da acção", em vez de o fazer apenas para agradar os progenitores.


#3 "Que desenho bonito!"
Quando os pais avaliam e julgam o desempenho da criança, no âmbito das artes, "roubam-lhe" a oportunidade de julgar e avaliar o seu próprio trabalho.
Em vez de avaliarem o desempenho dos filhos, os pais devem dizer, por exemplo, "Estás a pintar de azul, vermelho e amarelo! Podes-me falar sobre o teu desenho?" Ao fazerem este tipo de observação, os pais permitem que a criança decida se o seu desenho é bonito ou não, convidam-na a avaliar o seu próprio trabalho e a partilhar a sua intenção. Assim, as crianças vão desenvolvendo competências intrínsecas à criatividade.


#4 "Pára com isso, ou então...!"
Ameaçar uma criança não é boa ideia. Primeiro que tudo, está-se-lhe a transmitir uma habilidade que não se pretende ensinar, ou seja, a capacidade de usar a força ou a astucia na obtenção do que deseja. Por outro lado os pais ao recorrerem a ameaças, estão a colocar-se numa posição pouco confortável, visto que poderão de ter de ir em frente com ameaça feita "no calor do momento" ou podem recuar, e ao faze-lo estão a passar a ideia de que as suas ameaças não tem qualquer valor.
De qualquer forma, com ameaças, os pais não obtêm o resultado que desejam e acabam por prejudicar a ligação que têm com as suas crianças.
Embora possa ser difícil resistir ao desejo de ameaçar, os pais devem tentar perceber as razões que levam a criança a agir daquela forma e redirecioná-la para algo mais apropriado. Como por exemplo: "Não deves bater no teu irmão. Preocupa-me o facto de o poderes magoar ou de ele se querer vingar de ti. Se queres bater em alguma coisa, podes bater na almofada, no sofá ou na cama." Ao oferecer este tipo de alternativa à criança, que é algo mais seguro, dá-se-lhe a oportunidade de expressar os seus sentimentos e ela acaba por perceber que os pais dão relevância às suas emoções, apesar de lhe imporem limites ao nível do comportamento. Este tipo de postura, por parte dos pais, leva a que os seus educandos desenvolvam o seu autocontrole e o bem-estar emocional.


#5 "Se tu...,eu dou-te..."
Muitas vezes, os pais, por uma questão de facilidade e harmonia, subornam os seus filhos. No entanto, este tipo de comportamento revela-se bastante prejudicial para o desenvolvimento das crianças, uma vez que as desencorajam a colaborar por iniciativa própria. Este tipo de troca pode-se tornar num "terreno escorregadio", ao ser utilizado com frequência, pois a criança pedirá sempre algo em troca, quando lhe é "solicitado algo". Como por exemplo, ao pedir à criança para arrumar o seu quarto esta provavelmente responderá: "Não! Eu só arrumo o meu quarto, se me ofereceres uns legos!".
Em vez de utilizarem o suborno, os pais devem dizer "Muito obrigado por nos ajudares a limpar!". Ao receberem os agradecimentos pela ajuda que prestaram, as crianças sentir-se-ão motivadas para continuar a ajudar. Quando os filhos, ultimamente, têm colaborado muito pouco, os pais devem lembrá-los dos momentos em que eles o faziam: "Lembras-te de, há alguns meses atrás, me ajudares a despejar o lixo? Foi uma grande ajuda, obrigada!". Com este tipo de frase, os pais levam os seus filhos a pensar que ajudar até é divertido e gratificante.


#6 "És tão inteligente!"
Quando se diz a uma criança que ela é inteligente, pensa-se que se está a aumentar a sua autoconfiança e auto-estima. No entanto, este tipo de reforço tem exatamente o efeito contrário. Ao dizer à criança que ela é inteligente, involuntariamente, os pais colocam-na sobre pressão. Vários estudos, realizados neste âmbito, têm demostrado que ao se dizer a um filho que ele é inteligente, após este ter resolvido um exercício difícil, a probabilidade de ele querer resolver um exercício, com um grau de dificuldade superior ao anterior, é muito reduzida. Este tipo de situação acontece porque a criança receia que, se não conseguir resolver o exercício, os pais deixam de a considerar inteligente.
Em vez disso, os pais devem dizer à criança que apreciaram o seu esforço. Assim, focam-se mais no esforço e dão menor relevância ao resultado. Perante esta atitude, a criança percebe que o que é realmente importante é esforçar-se na realização do exercício. Os estudos, mencionados anteriormente, demonstram que quando os progenitores se concentram no esforço da criança - "Boa, esforçaste-te bastante!" – estas revelam maior propensão para realizarem exercícios com um grau de dificuldade, cada vez maior.


#7 "Não chores"
Lidar com as "Lágrimas" de um filho, nem sempre é fácil. No entanto, quando se diz à criança "Não chores!", dá-se-lhe a entender que as suas "lágrimas não têm sentido" e, consequentemente, desvalorizam-se os seus sentimentos. A utilização desta expressão leva a que a criança aprenda a não exteriorizar as suas emoções, o que a pode levar a episódios de "explosões emocionais".
Os pais, quando os filhos choram, devem respeitar o seu "espaço" e os seus sentimentos. Nestas situações devem dizer "Não há problema em chorares. Toda a gente precisa de chorar, de vez em quando. Eu estou aqui para te ouvir, se quiseres falar!". Também é importante que se tente verbalizar as emoções que a criança possa estar a sentir e dizer, como por exemplo, "Estás chateado porque não conseguimos ir ao parque?". Com este tipo de pergunta, os progenitores ajudam os seus filhos a entenderem os seus sentimentos e a aprender a verbalizá-los. Assim sendo, os pais, ao estimularem a expressão emocional dos seus filhos, ajudam-nos a aprender a controlar as suas emoções, o que é uma habilidade essencial para toda a vida.


#8 "Eu prometo..."
As promessas, quando não são cumpridas, causam tristeza e já que a vida é claramente imprevisível, os pais, devem-nas remover do seu vocabulário.
Em vez de utilizarem as promessas, os pais devem ser honestos com os seus filhos e dizerem como por exemplo: "Eu sei que queres ir ver o jogo de futebol com a Sara e nós vamos fazer os possíveis para que possas ir". Os progenitores não se podem esquecer que, por vezes, surgem coisas inesperadas, logo não podem prometer que levam a criança ao jogo de futebol. O facto de os pais manterem a sua palavra e esforçarem-se para realizar o pedido dos seus filhos, faz com que se desenvolva uma "confiança solida" entre ambos. Caso contrário, quando estes fazem promessas e não as conseguem cumprir, acabam por deteriorar a confiança que os seus filhos nutriam por eles.
Ainda dentro desta temática, os pais devem ter atenção ao facto de terem que pedir desculpa, sempre que não "cumprem com a sua palavra". Pois, assim, estão a dar um exemplo de que devemos sempre assumir as nossas responsabilidades relativas aos nossos fracassos, bem como um exemplo de honestidade.


#9 "Isto não é significativo"
Existem diversas expressões que, apesar de não serem utilizadas com esse intuito, minimizam e desvalorizam os sentimentos das crianças. Os pais devem evitar a utilização das mesmas, pois as crianças, muitas vezes, valorizam coisas que parecem pequenas e insignificantes para os adultos. Nestas situações, os progenitores precisam de ter a sensibilidade para "se colocarem no lugar dos filhos" e, assim, compreenderem os seus pontos de vista.
Os pais, ao utilizarem a expressão "Isto não é significativo", tentam convencer os seus filhos de que os seus desejos não têm relevância. No entanto, se responderem "Eu sei que querias muito fazer isso, mas hoje não o podemos fazer" ou "Tenho pena que fiques dececionado, mas a resposta terá quer ser "não", estes revelam que respeitam e se importam com os seus desejos.


#10 "Porque é que fizeste isto?"
Se uma criança faz algo que os pais não gostam, certamente que estes terão de conversar com ela acerca do sucedido. No entanto, "o calor do momento" não é a ocasião certa para que a criança aprenda com os seus erros e se lhe perguntam o "porquê de o ter feito", inconscientemente, estão a forçá-la a refletir e a analisar o seu comportamento, o que se revela uma competência bastante complexa para a uma criança. Quando os filhos são confrontados com esta pergunta, acabam por se "fechar" e ficam na defensiva.
Em alternativa a esta postura, os pais devem tentar perceber o que é que a criança está a sentir e as necessidades que estão subjacentes, à atitude que condenaram. Ao tentarem perceber o que os filhos estão a sentir, como por exemplo, quando lhe perguntam "Está-te a sentir frustrado porque os teus amigos não ouviram a tua ideia? ", os pais, muitas vezes, acabam por perceber o que é que a criança precisa e está a sentir e, então, apercebem-se que o seu próprio aborrecimento diminuiu. Deste modo os pais poderão aperceber-se de que o filho, neste caso, pode ter mordido o colega porque estava a precisar de espaço e estava com medo. Chegando a esta conclusão, percebem que o seu ato foi gerado por não ter encontrado outra forma de expressar os seus sentimentos naquela altura, e que provavelmente a criança não é o "terror" que julgavam.

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